sexta-feira, 9 de abril de 2010

Balanço


Deixei de lado literalmente, toda a melancolia que me afligiu durante tanto tempo. E agora, mais calma, de fora da onda de tristeza, é bem mais fácil respirar. É um inspirar calmo, despreocupado, leve. Nossa! Como é leve! Como é bom!
Um retrato tirado alguns meses atrás, não seria capaz de retratar atualmente a mesma pessoa. A sensível diferença, fez uma grande diferença. Mudou o olhar, o jeito de falar, tudo ficou bem, tudo ficou certo.
Pra gente ver como o tempo realmente dá uma força bacana. Não é esquecer, é deixar de lado. É não permitir que tome conta de você, que tire seu equilíbrio. E tudo ficou certo, como ficou.
Ás vezes, queremos tanto uma coisa que não paramos pra pensar se é o melhor. Melhor, sempre. Atropelamos tudo, frustrados, sedentos da vontade ser atendida. E no fim, tudo fica certo. Mesmo que diferente do que o imaginado.
Dê um tempo. Dê uma chance. Permita-se perder o equilíbrio (redundante!).
Pode não ser o que você queria, mas o que você precisa.

... E quem sabe, pode fazer um bem danado se deixar levar...




por J. Carvalho

domingo, 27 de dezembro de 2009

. raio de vida


clichê ou não, o verão traz consigo uma sensação maravilhosa de liberdade. Ou vai ver, nós conseguimos conceder a nós mesmos essa sensação. Ninguém te obriga a nada, detém qualquer poder sobre você. Dá vontade de pular direto na água, do jeito que for, de roupa, relógio... sem se prender a pequenas convenções, regrinhas de conduta que nos roubam a espontaneidade.
Sentir aquela brisa fresca do mar, o cheiro de sal inconfundível do litoral, faz você querer mandar todo mundo que traz problema, preocupação, dor de cabeça e afins, ir tomar...uma gelada, pra ver se esfria a cabeça. É um alívio tão grande, tão... nossa, nem conheço adjetivos. Isso, vontade de sair sem dar satisfação, sem ter hora pra voltar, sem ter plano traçado... sem nada.


... uma estação traz tudo isso mesmo???





por J. Carvalho

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

e o barquinho a navegar...


...no macio azul do mar (Ronaldo Bôscoli)


Um mal-agradecido, isso que ele é. Passou meses à fio lamentando a vida, a sorte, sofrendo a cada inspirar por guardar lembranças do que acontecera; e quando a maré começa a mudar, não se sente satisfeito com a embarcação. E é um barco bom, funciona bem, oferece segurança... mas não é... ham... como os outros, é tão fácil pilotá-lo que ele chega desconfiar o provável problema que se esconde sob a popa.
A vontade de sentir-se bem, à vontade, o faz pensar se tais desejos são passageiros, se precisa dar uma chance; ou ainda, se o melhor à fazer é vender o tal bom barco para alguém que vá apreciá-lo sem paranóias.



por J. Carvalho

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

espelho.

Tá bom. De fato, ela acabou de se deparar com o espelho, e não gostou do que viu. Nada além de uma mulher de meia-idade, com semblante seco, cansado, um pouco acima do peso. Uma mulher assustada, acoada num canto que ninguém repara, nem nela nem no canto. Uma mulher cujas relações se baseiam em tijolos de areia, e que sente o vento soprar cada dia mais forte. Uma mulher que ainda não se encontrou em lugar nenhum, com ninguém. Uma mulher que vive de pequenos encontros, que pouco se encaixa e muito sofre tentando se encaixar. Uma mulher que se perdeu pelo caminho, que deixou-se mudar pelas decepções que lhe cruzaram. Uma mulher que esqueceu mas gostaria de lembrar o que significa confiança, no sentido mais puro e literal que existir. Uma mulher que deixou passar muitas coisas, que negligenciou a si mesma, que afastou e deixou-se afastar de quem lhe vive próximo. Uma mulher com um reflexo, não uma imagem; com uma vida de faz-de-conta. Uma mulher que tem voz, mas não sabe gritar.





por J. Carvalho

domingo, 18 de outubro de 2009

Guess what?


Hey, you know what I just realized?!
Everything that you go through, you let yourself go through. If you're happy, that's because you let it happen, if you're in pain, too.

You can't blame somebody else, when the one who's guilty, is you.
Don't put the responsability of something so big, like make you happy, in anyone else but yourself.

Happiness comes from inside. It's a spiritual stade. But there are a couple of things that you can do:

1)Wake up everyday clean. Don't bring trouble, deal with it only if it comes to you.
2)"Smile, that's free theraphy."(Doug Horton)
3)Laugh when everything goes wrong, that keeps cancer away from you.
4)Don't get to attatched at things that you wanted to work out, but just...don't.
5)Once in a while, do what you really want to do, not what you should, have, or were told to.
6)Make yourself a favor, give a chance to try different stuff, you can get surprised with the results.
7)Fall in love, whenever you can!



:)



J. Carvalho

sábado, 10 de outubro de 2009

Carta pra um ninguém qualquer


Há oportunidades que surgem sem que nem ao menos imaginemos antes, são chances que nos são dadas para experimentar. De início podem parecer estranhas, inviáveis e passageiras; mas não tem como saber sem tentar.

Não dá pra se arrepender depois por ter tido a chance, e deixado a hora passar. Ainda mais quando há tanto tempo o ponteiro está parado, esperando. Têm umas coisas que valem a pena serem pagas pra ver. Mesmo que durem pouco, ou nada. A vida é uma só, que não volta atrás nem dá stop. Só podemos nos arrepender daquilo que não fizemos; as ações passadas servem de experiência, as imaginadas, de dor-de-cabeça.

O pior que pode acontecer?Lembrar daqui alguns anos a possibilidade que deixou escapar por entre os dedos, a chance que se perdeu por mania de viver dias nublados: sem sol ou chuva. E o melhor? E se der certo? E se for bom? E se te fizer feliz?

Oportunidades surgem aos montes. Mas as boas oportunidades, não surgem todo dia e nem esperam para sempre. Felicidade, amor, e todas essas coisas que ninguém sabe definir muito bem, nada são além de chances que damos para que aconteçam. Chance de acreditar esperando que o melhor aconteça; chance de dar uma chance de se surpreender; chance de permitir se deixar levar. Aceitar correr o risco por uma coisa que você não tem certeza se dará certo. É saltar sem ver, sem saber se tem rede de proteção. Talvez seja isso mesmo, nada espontâneo, casual, à primeira vista; só uma escolha, uma decisão de apostar em alguma coisa de olhos fechados.

Quem sabe o que pode acontecer? Permita-se tentar e descobrir.




por J. Carvalho

domingo, 4 de outubro de 2009

Permita-se


Adrenalina. Te faz fazer, sentir, coisas que provavelmente não fazem parte do seu feitio normal. Pode te dar a momentânea coragem que você não tem mais pra arriscar.
E sendo a última chance, pouco importa. É como se apesar de saber que não deve mudar muita coisa, optasse dar a cara à tapa. Só pra ter certeza. Ver com os olhos e ouvir com os ouvidos, a verdade que a mente teima não crer e o coração insiste ignorar.

Saudade. Não há nada de errado em sentir falta, querer de volta uma coisa que te faz/fez bem. E sim, dá pra conviver com ela. E ser feliz com ela. E até, esquecer, pra só lembrar às vezes, o motivo de sentí-la. É assim, como guardar num baú o que foi, o que podia ter sido, e viver o que realmente é, agora.
...

Tudo isso é seu, é só decidir como usar, como encarar o que tem.
Nada definitivamente é, seu olhar que dá sentido.






por J. Carvalho